quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Ex-bolsistas do LAGEO aprovadas em Mestrado da UECE
Duas ex-bolsistas do Laboratório de Geografia da Fafidam foram aprovadas no Programa de Mestrado Acadêmico em Geografia da UECE. Kélbia Geísa e Bárbara Maia foram bolsistas de Iniciação Científica e do Programa de Monitoria Acadêmica no LAGEO. A experiência de pesquisa e monitoria ajudaram as alunas no desenvolvimento de seus Trabalhos de Conclusão de Curso e foram significativas na formação curricular. A aprovação no mestrado é o reconhecimento do empenho das ex-alunas e da equipe do LAGEO. Fica o exemplo aos novos bolsistas que pretendem especializar sua formação no futuro. Parabéns aos professores e dicentes do curso de Geografia.terça-feira, 10 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Comissão de "notáveis" vai tentar marcar reunião com Cid. Greve continua.
Professores, servidores e alunos em greve reivindicam melhorias estruturais, concurso, plano de carreira, plano de auxílio para estudantes e outros pontos. Greve nas universidades estaduais começou em setembro
opovo 05/12/2013
Um debate acalorado marcou a tarde e o começo da noite de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Ceará. Em greve, professores, alunos e servidores das três universidades estaduais participaram de audiência pública com parlamentares, representantes do Governo e reitores. O objetivo era discutir as reivindicações dos docentes. Todavia, nenhum acordo foi fechado e o impasse permanece. Professores e alunos querem negociar diretamente com o governador Cid Gomes, que já declarou não discutir com categorias em greve.
Durante a audiência pública de ontem, Eudes Barreira, vice-presidente do Sinduece, disse que uma comissão de “notáveis” está sendo formada para tentar articular um encontro entre professores e o governador Cid Gomes.
Entre os membros da comissão, estão dom Edmílson da Cruz, bispo emérito de Limoeiro do Norte; o cineasta Rosemberg Cariry; Inocêncio Uchôa, juiz do trabalho aposentado; e as deputadas estadual Eliane Novais (PSB) e Rachel Marques (PT). Outros deputados, senadores, professores e jornalistas também integram o grupo.
Greve continua
Presidente do Sindicato dos Docentes da Uece (Sinduece), Elda Maciel afirmou que a paralisação, que começou em 17 de setembro, será encerrada apenas se houver negociação com o governador. “Não entramos nessa greve à toa. Nós estamos, a duras penas, sendo confrontados com a impossibilidade de ensinar, pesquisar e fazer extensão”, declarou a docente, que denunciou o “sucateamento” das universidades.
A presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Vale do Acaraú (Sindiuva), Sílvia Helena, corroborou a reivindicação. Segundo a professora, no início deste ano, faltavam na UVA itens básicos como pincel para lousa e água. Além disso, Sílvia relatou que diversas salas de aula não têm ar-condicionado e estão repletas de fungos. “Vários professores têm crise alérgica por causa disso”, lamentou.
“Todas as universidades do Interior serão reformadas. Serão reformas profundas de estrutura”, prometeu o reitor da Universidade Estadual do Ceará, Hildebrando Soares. O reitor defende que houve avanços nas unidades de ensino superior desde 2007. “Houve crescimento, sim, mas um crescimento que não cabe no tamanho das universidades estaduais”, ponderou.
Reivindicações
Pauta dos professores
O comando de greve das universidades estaduais reivindica a realização de concurso para professores efetivos, investimento na infraestrutura das instituições, melhores condições de trabalho e a regulamentação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).
Datas da greve
Algumas datas foram decisivas para definir os rumos das paralisações e negociações. Relembre:
17 e 18 de setembro
Alunos e professores do campus da Uece em Itapipoca entram
em greve.
em greve.
29 de outubro
Professores e servidores da Uece deflagram greve por tempo indeterminado.
5 de novembro
Professores da Universidade Regional do Cariri (Urca) entram em greve geral.
7 de novembro
Professores na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) entram em greve.
20 de novembro
Durante reunião entre reitores, líderes do governo e grevistas, professores rejeitam proposta e mantêm greve.
27 de novembro
Grupo com cerca de 70 manifestantes ocupa hall da Assembleia durante solenidade de homenagem ao servidor público.
4 de dezembro
Primeira audiência pública é realizada para debater pautas
dos grevistas.
dos grevistas.
Grevistas estão acampados no hall da AL há oito dias
Cerca de 70 pessoas, entre professores, alunos e servidores das três universidades estaduais do Ceará, estão acampadas no hall da Assembleia Legislativa (AL) do Ceará. O grupo está no local desde o último 27 de novembro, quando foi realizada a solenidade de homenagem ao servidor público.
Naquele dia, uma comissão formada por docentes e estudantes foi recebida pelo vice-presidente da AL, Tin Gomes (PHS). Policiais do Batalhão de Choque vêm acompanhando os manifestantes durante todos os dias de ocupação. Todavia, os PMs ficam do lado de fora do plenário.
De acordo com a professora do curso de Serviço Social da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Sâmbara Ribeiro, um acordo foi feito entre os acampados e a Assembleia. Diversos pontos foram acertados, como horários de entrada e saída. O acerto também prevê outras restrições ao acesso.
A professora explica que o objetivo da ocupação é pressionar o governador Cid Gomes (Pros) a abrir negociação com os grevistas. “Desde 2011, nós tentamos uma negociação e nada conseguimos até agora”, protesta.
Sâmbara diz ainda que o acampamento só terá fim quando os grevistas conseguirem o que reivindicam.
(Camila Holanda)
opovo 05/12/2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Manifestantes ocupam plenário da Assembleia
Na noite de ontem, os ativistas deixaram o plenário, no entanto, prometeram passar a noite no hall da Casa
DN 28 novembro 2013
DN 28 novembro 2013
Cerca de 60 estudantes, professores e servidores das universidades públicas estaduais interromperam uma solenidade em homenagem ao servidor público no plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, ontem, reivindicando melhorias para professores e as instituições de ensino superior mantidas pelo Estado. Os ativistas saíram do plenário, mas ocuparam o hall do Parlamento e prometem deixar o local só quando forem recebidos pelo governador Cid Gomes.
Estudantes, professores e servidores das universidades estaduais pedem concurso para professores, Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores e melhor infraestrutura nas universidades estaduais. Foto: Bruno Gomes
A movimentação foi pacífica. Os manifestantes reivindicam melhorias para a Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Vale do Acaraú (UVA) e a Universidade Regional do Cariri (Urca). De acordo com Silvia Helena de Lima, presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade do Vale do Acaraú (SindiUva), o grupo decidiu permanecer até que sejam abertas as negociações.
Para saírem do plenário, os ativistas pediram que a integridade física deles seja preservada; livre acesso para buscar alimentação; e uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa. Entre as reivindicações durante o protesto, eles conseguiram uma fala na TV Assembleia tratando do assunto.
Concurso
Entre as os pedidos dos manifestantes, também estão o concurso para novos professores, Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores, política de assistência estudantil e melhor infraestrutura nas universidades estaduais.
Após a ocupação, os deputados Tin Gomes (PHS), Antônio Carlos (PT), José Sarto (Pros), Raquel Marques (PT) e Eliane Novais (PSB) se reuniram com uma comissão do grupo. Durante a reunião, ficou acordado que será solicitado uma audiência pública para debater as reivindicações, que, posteriormente, serão enviadas ao governador.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Docentes da Uece (SindUece), Elda Maciel, ficou decidido, ainda, que os ocupantes teriam garantidos os seus direitos, como integridade física e acesso a água e comida.
Além disso, ficou acordado, que um grupo de 60 pessoas, devidamente identificado, poderá ter um trânsito livre na Assembleia Legislativa. Segundo o coronel Túlio Martins, coordenador militar da Assembleia Legislativa, essas pessoas possuem permissão, pois estavam na casa no momento das negociações.
Segundo Silvia Helena, há um déficit de 800 professores efetivos nas universidades públicas do Estado. A presidente do SindUva diz ainda que um concurso foi realizado, mas nenhum professor chegou a ser convocado até o momento.
A Polícia Militar (PM) foi chamada, e viaturas do Comando Tático Motorizado (Cotam) ficaram encarregados de realizar o cerco nos arredores da Casa Legislativa enquanto os manifestantes permanecerem no local. De acordo com o major Martins, cerca de 30 policiais do Batalhão de Choque estão do lado de fora da Assembleia Legislativa e só irão entrar caso seja solicitado. Dentro do Parlamento, a segurança é feita pelos policiais da Casa. O coordenador militar garante que a tranquilidade será mantida, e os agentes estão apenas protegendo o patrimônio.
Acesso
Devido à manifestação, um evento que seria realizado, na noite de ontem, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/CE) precisou ser cancelado. Dezenas de pessoas que chegaram à Assembleia não puderam entrar no Legislativo.
A assessoria de Comunicação do deputado estadual Tin Gomes informou que a audiência pública requerida pelos ativistas será realizada nos próximos dias, mas não precisou a data em que deverá acontecer.
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