terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Primeira aluna a apresentar TCC é aprovada no Mestrado em Geografia


Maria Losangela, primeira aluna a apresentar TCC no curso de Geografia da Fafidam foi aprovada no Mestrado Acadêmico de Geografia/UECE. A aluna que desenvolveu pesquisa sobre o riacho da Malhada Vermelha sob orientação do prof. Flávio Rodrigues e Sérgio Pinheiro ingressa agora em uma nova etapa de sua vida acadêmica. Propondo um novo recorte do tema, a aluna nos mostra que com as dedicação e seriedade é possível traçar um objetivo acadêmico-profissional exitoso. Parabéns!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ab'Saber: COP-15 é farsa; Amazônia crescerá com aquecimento


Geógrafo acredita que Copenhague não chegará a acordo


Carolina Oms escreve para a "Terra Magazine":


Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a Cúpula do Clima (COP-15) em Copenhague, Dinamarca, o geógrafo Aziz Ab'Sáber, 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que as medidas apresentadas na conferência possam impedir esse processo.

O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica a conferência como "farsa". "Em um lugar com mais de 1.000 pessoas, não pode haver debate ou questionamentos", justifica.

Tampouco acredita nas metas levadas para a redução de emissão de CO2: "São metas irreais. Quando um país leva uma meta que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai".

Ponderado, o professor, critica os que ele chama de "terroristas do clima": "Não tenho dúvida de que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam".

Experiente, Ab'Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os "terroristas" não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.

Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário. "A tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam", defende.

Leia os principais trechos da entrevista:

- O que o senhor está achando da 15ª Conferência das Partes da ONU em Copenhague, a COP-15?

Copenhague é uma farsa, quando eu vi que levaram cerca de 700 pessoas do Brasil pra lá eu disse "meu Deus", essas pessoas não terão um segundo pra falar, nem nada. Para mim, quando uma conferência passa de 1000 pessoas na sala, elas ficam só ouvindo as metas e propostas dos outros. Não há espaço para debate ou questionamento. Além disso, os países levam metas irreais. Quando um país diz que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai. Espertos são os países que levam metas baixinhas.

- E quanto ao objetivo da conferência: reduzir as emissões de CO2?

Não tenho a menor dúvida que as causas não são tão perfeitas como eles pensam. Mas é fato que está havendo um aquecimento: Na cidade de São Paulo, no século passado, tinha 18,6 graus Celsius de temperatura média na área central. Hoje, tem entre 20,8 e 21,2 graus. Se a gente fizer a somatória de todas as cidades em São Paulo, se fizermos as contas do desmate ocorrido no nosso território, veremos que com esses desmates o sol passou a bater diretamente no chão da paisagem. Se esse aquecimento é em função do calor das grandes cidades... O clima urbano deve ser considerado, porque evidentemente esse clima tem certa projeção espacial, em algumas cidades mais em outras menos. Há também que se considerar os efeitos das chamadas Células ou Ilhas de Calor, por que quando eu digo que a temperatura da cidade de São Paulo aumentou nesse século, eu não falo do estado como um todo, nem mesmo da cidade. A temperatura medida na área central é uma, nos Jardins é outra e, lá onde eu moro, perto de Cotia, é outra.

- E os inúmeros alertas para as consequências do aquecimento: O aumento do nível do mar, a desertificação de florestas...

Mas essas observações de que o aquecimento global vai derrubar a Amazônia são terroristas! Há um aquecimento? Sim, seja ele mediano ou vagaroso, mas, quanto mais calor, a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam e não que sejam reduzidas.

Parece que essas pessoas, esses terroristas do clima nunca foram para o litoral! A gente que observa o céu vê que as nuvens estão subindo e sendo empurradas para a Serra do Mar, levando mais umidade para dentro do território. Esses cientistas alarmistas não observam nada, não tem interdisciplinaridade. Na média está havendo aquecimento, mas as consequências desse aquecimento não são como eles prevêem. Mas essa é uma realidade não relacionada tão diretamente com a poluição atmosférica do globo e pode sofrer críticas sérias de pessoas com maior capacidade de observação.

- Esse ano nós tivemos um clima problemático... Enchentes sérias em São Paulo, em Santa Catarina...

Esse ano é um ano anômalo, El Niño funcionou por causa do aquecimento do Pacífico equatorial, a umidade veio para leste, bateu na Colômbia, lá houve problemas sérios, inundações. Aqui, essa massa de ar úmida entrou pela Amazônia e outras regiões sul-sudeste e perturbou todo o sistema de massas de ar no Brasil e continua, isso vem desde novembro do ano passado até hoje. Quando o pessoal diz: "Olha, está muito calor, o aquecimento!", eles não sabem as consequências das perturbações climáticas periódicas. E aí entra o problema da periodicidade climáticas, que ninguém fala. Se não falarem disso lá em Copenhague, será uma tristeza para a climatologia. A periodicidade do El Niño é de 12 em 12, 13 em 13, ou 26 em 26 anos. Então quinta-feira (10/12), no jornal, alguém disse: "O último ano que fez tanto calor foi em 1998". Há 11 anos, a medida do El Niño, então esse calor, essas chuvas, é um tempo diferenciado provocado pelo El Niño.

- E o que aconteceu?

O que aconteceu naturalmente? Sem indústria, sem nada: Entre 23 mil e 12 mil anos antes do presente (A.P.), houve um período muito crítico. O planeta passou por um período de glaciação. Devido ao congelamento de águas marinhas nos pólos Norte e Sul, o nível dos oceanos era cerca de 90 metros mais baixo do que o registrado hoje. A partir de 12 mil anos atrás, cessou o clima frio e começou a haver um aquecimento progressivo. Com isso, o nível do mar subiu, ele tinha descido 95 metros.

- Isto, por conta do aquecimento...

Com o aquecimento, as grandes manchas florestais, que haviam se reduzido a refúgios, cresceram. A esse processo, que aconteceu principalmente na costa brasileira, eu dei o nome de "A Réplica do calor" e período foi chamado de Optimum climático. Durante esse Optimum climático o calor foi tão grande que o nível do mar subiu, embocando nas costas mundiais, formando baías, golfos, rías.

- E o que aconteceu depois?
Houve mais chuvas, o que favoreceu a continuidade das florestas. O optimum é uma fase da história climática do mundo que vários cientistas e o próprio IPCC não consideram. Como naquele período nem a mata Atlântica nem a Amazônia desapareceram do mapa, não é certo dizer que até 2100 a Amazônia vai virar cerrado.

- Qual é o principal risco do aquecimento, então?

Conclusão: se está havendo certo nível de aquecimento que é antrópico (relativo à ação do homem), o que irá acontecer é certo degelo - que não é relacionado com as coisas que eles falam lá de supra atmosfera, o homem tem uma pequena parcela nisso. A conclusão que se chega é que haverá impactos nas cidades costeiras. Realmente é perigoso: há aquecimento, há degelo e o mar está subindo.

- Mas esse aquecimento é controlável pelo homem? É possível impedi-lo?

Não é possível. O que é possível é que as cidades costeiras comecem já seus projetos para defender as ruas principais, mais rasas. A redução da emissão de gás carbônico pelo homem vai amenizar um pouco esse processo, mas eles falam nisso sem lembrar a periodicidade. Eu não desprezo o fato que as emissões de CO2 podem influir na climatologia do mundo, mas acho ruim que eles não conhecem dinâmica climática, não sabem nada do que já aconteceu no passado de modo natural e estão facilitando a vida dos que querem aproveitar-se da situação.

- Quem são esses?

Por exemplo, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, que disse recentemente: "Nossa região é uma vítima do aquecimento global, não a vilã". Eles pensam assim: "Já que o aquecimento global vai mesmo destruir a Amazônia, que deixe a floresta para nós". A Kátia Abreu, lá no Senado, diz que agricultura nunca afetou nada o meio ambiente... O problema é o mesmo, na Amazônia a diminuição da mata que permaneceu quase intacta até 1950. Eu estive lá: Era tão difícil estudar lá, de tão ampla que era a mata, biodiversa e densa. E hoje? Vai lá pra ver como está, o desmate da cidade é incrível! Tem uma coisa que eu não gosto de dizer para jornalista... Mas pra você eu vou dizer: todo espaço virou mercadoria! Os arredores da cidade, a especulação, não é produzir coisas economicamente boas para o estado e para o país, não, é deles!

(Terra Magazine, 11/12)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cutrale, símbolo do agronegócio


O Geógrafo e Professor aponsentado do Departamento de Geografia da USP, Ariovaldo Umbelino, analisa o episódio da ocupação pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) à fazenda "grilada" pela empresa Cutrale que movimentou a mídia nacional nas últimas semanas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

APRESENTADO PRIMEIRO TCC DO CURSO DE GEOGRAFIA/FAFIDAM



Foi apresentado no LAGEO, nesta terça-feira (29/09), o primeiro TCC do curso de Geografia da FAFIDAM. A acadêmica Maria Losângela apresentou o trabalho de conclusão de curso intitulado: Degradação Ambiental na Micro-Bacia Hidrográfica da Malhada Vermelha em Tabuleiro do Norte./CE. O trablaho orientado pelo professor Sérgio Pinheiro e Érika Brito contou com a presença de diversos alunos e da profa. Daniele Guerra que colaborou com sugestões no trabalho. "Foi um momento histórico para o curso", afirmou o Prof. Humberto Marinho que na ocasião instigou os demais alunos a repetir a persistência, dedicação e altivez da já geógrafa, Losângela. Parabéns!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Professora Luzia Neide Coriolano do NETTUR/UECE recebe prêmio de Pesquisadora do Ano pela ANPTUR


A professora Luzia Neide Coriolano, coordenadora do NETTUR/UECE foi agraciada com o título de pesquisadora do ano pela Asssociação Nacional dos Pesquisadores de Turismo. Eleita por pesquisadores do turismo de todo país, o título representa o reconhecimento da comunidade científica pelo esforço e dedicação da professora e geógrafa na pesquisa do turismo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

MEC DIVULGA RANKING DAS INSTITUIÇÕES NO CEARÁ E SUAS NOTAS DO IGC

Só 1% das universidades obtiveram nota máxima
<> Relatório divulgado ontem pelo Ministério da Educação mostra que de 2.000 instituições de ensino superior do País, apenas 21 conseguiram nota 5 do Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). No Ceará, a melhor nota foi 4, obtida pela UFC e pela Faculdades Cearenses (FaC)
01 Set 2009 - 00h16min
Apenas 21 entre as 2.000 instituições de ensino superior avaliadas em 2008 pelo Ministério da Educação (MEC) obtiveram nota máxima no Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). O indicador, que foi divulgado pela primeira vez no ano passado, atribui notas às faculdades e universidades levando em consideração a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, tanto públicos como privados. De acordo com a pontuação, as instituições são classificadas em faixas que vão de 1 a 5. Entre as universidades com a maior avaliação, 11 são públicas e dez privadas. A nota mais alta ficou com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio, que é particular. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), que é federal, ficou com o segundo lugar, seguido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, estadual. Em último lugar no ranking, está a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (Fama), que é privada. De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o IGC foi criado para subsidiar o trabalho das comissões que fazem as avaliações in loco nas instituições. Se a visita confirmar as condições inadequadas da oferta de ensino nas instituições que obtiveram IGC 1 e 2, elas podem sofrer sanções que incluem o descredenciamento. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernando, disse que as medidas de saneamento só são aplicadas se a visita confirmar o IGC 1 ou 2. “Independente dos aspectos de regulação, o IGC tem uma função fundamental que é orientar o público sobre a qualidade do ensino oferecido em cada instituição”, disse. Do total das instituições avaliadas, 884 (44%) obtiveram IGC 3, considerado razoável. Dezoito instituições ficaram com IGC 1 e 570 com IGC 2, considerados ruins, o que representa quase 30% do universo de entidades avaliadas. Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A nota da prova é um dos fatores que compõem o Conceito Preliminar de Curso (CPC), utilizado para o cálculo do IGC. O CPC também leva em conta as chamadas “variáveis de insumo”, que consideram corpo docente, a infraestrutura e o programa pedagógico. (das agências)
RANKING DAS INSTITUIÇÕES NO CEARÁ E SUAS NOTAS DO IGC
UFC 4
Faculdades Cearenses (FaC) 4
Fac. 7 de Setembro (FA7) 3
Fac. Farias Brito (FFB) 3
Fac. Christus 3
Unifor 3
Fac. Integrada do Ceará (FIC) 3
Ifet 3
Fac. Kurios (FAK) 3
Fac. Nordeste (Fanor) 3
Univ. Estadual do Ceará (Uece) 3
Fametro 3
Iesf 3
UVA 3
FGF 3
Urca 3
Fac.
Leão Sampaio (FLS) 3
Inst. Ens. Superior do CE (Iesc) 3
Fac. do Vale do Jaguaribe 3
Fac. de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ) 3
Fac. Evolutivo (Face) 3
Inst. Rainha do Sertão 3
Fac. de Ciências Humanas de Fortaleza 2
Itep 2
Fac. Vale do Salgado (FVS) 2
Centec Cariri 2
Flated 2
Fac. Lourenço Filho (FLF) 2
Fateci 2
Faculdade de Ciências Tecnológicas de Fortaleza 2
Faculdade de Tecnologia do Nordeste 2
Insti. Vale do Salgado (IVS) 1
Instituições que não tiveram nota
Faculdade Ateneu Faculdade Católica do Ceará
Faculdade de Juazeiro do Norte
Faculdade de Milagres Ceará
Centec Sertão Central
Fac. Paraíso do Ceará
Inst. Ceará de Ensino e Cultura
Inst. Centro de Ensino Tecn. Cariri
Inst. Centro de Ensino Tecn. Limoeiro do Norte
Inst. Centro de Ensino Tecn. Sobral
Inst. Superior de Teologia Aplicada
FONTE: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO