domingo, 26 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
FUGA DE PROFESSORES
Maioria dos alunos que ingressam em
licenciaturas de física, biologia, matemática e química não conclui o curso
Ao
investigar a base de dados do Censo da Educação Superior no Brasil, a
pesquisadora Rachel Pereira Rabelo descobriu um dado inédito e preocupante: dos
alunos que ingressaram em 2009 nos cursos de licenciatura em física, biologia,
matemática e química, apenas uma minoria consegue concluir o curso. A situação
mais preocupante está em física, onde somente um em cada cinco (21%) estudantes
obtém o diploma. Em matemática e química, a relação é de apenas um em cada três
universitários (34% em ambos os cursos). Em biologia, a taxa é de 43%.
Os dados
constam de sua dissertação de mestrado na Escola Nacional de Ciências
Estatísticas do IBGE. Rachel, que é também servidora do Inep (instituto
vinculado ao MEC responsável pelas avaliações e censos educacionais), conseguiu
trabalhar pela primeira vez com dados longitudinais dos estudantes, ou seja,
pôde acompanhar até 2013 a trajetória de uma mesma geração de alunos que
ingressou nesses cursos cinco anos antes. Isso só foi possível porque, a partir
de 2009, os dados do censo permitiram identificar cada universitário em todo o
seu percurso acadêmico.
Além de uma
minoria de alunos conseguir se diplomar nessas licenciaturas, a tese mostra
que, desses poucos que se formam, a maioria, uma vez no mercado de trabalho,
acaba desistindo da profissão e migra para outras ocupações, possivelmente em
busca de melhores salários.
O olhar de
Rachel para essas quatro licenciaturas se justifica porque elas estão entre as
de maior déficit de professores em sala de aula. A tese mostra que somente 20%
dos profissionais que dão aulas de física no país possuem formação adequada
para esta disciplina. Esses percentuais são um pouco maiores nos casos de
química (35%), biologia (52%) e matemática (64%).
Outro dado
que revela o tamanho do problema nessas áreas é o percentual de alunos na
educação básica que não tiveram professores nessas disciplinas. Em 2013, de
acordo com o Censo Escolar, um terço das turmas do ensino médio não tiveram
docentes de biologia (33%), química (35%) ou física (36%) para dar aulas. Em
matemática, a proporção foi de 25%.
Ou seja, uma
parcela nada desprezível de nossos jovens têm formação precária nessas
disciplinas porque sequer havia professor com titulação adequada para dar
aulas.
O problema
não é novo, e, nos últimos anos, o Ministério da Educação tentou combatê-lo
estimulando a criação de novos cursos ou tentando atrair mais alunos para essas
áreas de formação de professor, oferecendo bolsas e outros incentivos tanto
para professores já em atuação, mas com formação inadequada, quanto para novos
alunos que pretendem seguir a carreira docente.
Esse
esforço, até agora, tem se mostrado insuficiente para dar conta do desafio. Com
base nas taxas de ingresso, conclusão, e em componentes demográficos e do
mercado de trabalho, Rachel fez projeções do número de professores em sala de
aula até 2028. Elas indicam que o problema é mais preocupante em física e
matemática, pois, mesmo no cenário mais otimista, a estimativa é de que
chegaremos em 2028 com um número menor de professores até do que o verificado
hoje nessas duas áreas.
Ao fim, a
conclusão do estudo é de que seria muito mais eficiente desenvolver políticas
para evitar a evasão nesses cursos do que priorizar a ampliação do número de
vagas. É como se estivéssemos insistindo em colocar mais água numa banheira com
vazamentos por todos os lados.
Leia mais sobre esse assunto em: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/fuga-de-professores-15925506#ixzz3Y3XnoVwL
(O Globo)
ANA abre 3,3 mil vagas em cursos gratuitos sobre recursos hídricos
Capacitações acontecem na modalidade a distância e sem tutoria. Agência oferece cursos em oito temas, como: Planejamento, Manejo e Gestão de Bacias
A partir de 20 de abril, segunda-feira, a Agência Nacional de Águas (ANA) estará com inscrições abertas para 3.300 vagas em cursos gratuitos a distância. As inscrições podem ser realizadas através do site http://eadana.hospedagemdesites.ws/ até 26 de abril ou antes desta data, caso todas as vagas sejam preenchidas. Há capacitações sobre: Água na Medida Certa; Água e Floresta: Uso Sustentável da Caatinga; Comitê de Bacia: O que É e o que Faz; Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos; Cuidando das Águas; Gestão Integrada dos Recursos Hídricos no Nordeste; Planejamento, Manejo e Gestão de Bacias; e Sala de Situação.
Os interessados podem se inscrever em até dois cursos simultaneamente e receberão a confirmação de matrícula no primeiro dia de cada capacitação. A seleção será feita por ordem de inscrição. Os alunos que conseguirem 60% de aproveitamento nas avaliações terão direito a um certificado, sendo que o tempo de duração das atividades pode ser menor que o previsto, conforme o desempenho de cada um. Para facilitar a aprendizagem, as atividades são estruturadas através de uma navegação sequencial entre módulos.
De 28 de abril a 24 de maio acontecerão as atividades do curso Cuidando das Águas, cuja carga é de 40 horas. Com 400 vagas, a capacitação aborda a responsabilidade no uso sustentável da água, o que envolve a cooperação dos setores usuários de recursos hídricos com governos, ONG e entidades de meio ambiente. No mesmo período e com a mesma carga, acontece o curso Planejamento, Manejo e Gestão de Bacias. Para ele há 500 vagas.
Para o curso Água na Medida Certa há 400 vagas divididas em duas turmas, que vão de 28 de abril a 10 de maio e de 11 a 24 de maio. As atividades têm 20 horas previstas e buscam tratar da disponibilidade hídrica, monitoramento das águas e outros temas do setor de recursos hídricos.
Quatro turmas, com 100 vagas cada, serão oferecidas sobre o tema Sala de Situação. A capacitação visa a apresentar a contribuição da Sala de Situação da ANA na prevenção de desastres naturais, a partir do monitoramento de rios, chuvas e reservatórios. Com duração estimada de quatro horas, as atividades para os quatro grupos vão de: 28 de abril a 3 de maio, de 4 a 10 de maio, de 11 a 17 de maio e de 18 a 24 de maio.
O curso sobre Gestão Integrada dos Recursos Hídricos no Nordeste oferece 500 vagas para a turma agendada para o período de 28 de abril a 10 de maio. Nas atividades, com carga de dez horas, os alunos poderão ampliar seus conhecimentos sobre a gestão com um enfoque na disponibilidade hídrica da região. Neste mesmo período acontece a capacitação Comitê de Bacia: o que É e o que Faz? Com 20 horas de carga e 300 vagas disponíveis, o curso aborda as atribuições e responsabilidades dos comitês e incentiva a participação da sociedade em geral na gestão de recursos hídricos.
Também com 300 vagas, a capacitação Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos acontecerá de 11 a 24 de maio com uma duração estimada de 20 horas. O foco do curso é o funcionamento da estrutura organizacional desses colegiados a fim de melhorar o processo de gestão de recursos hídricos. No mesmo período, está marcada a turma sobre Água e Floresta: Uso Sustentável da Caatinga, cuja carga é de dez horas. A capacitação oferece 300 vagas e tem o objetivo de apresentar noções básicas sobre práticas sustentáveis de uso dos recursos florestais da Caatinga e sua relação com a água.
Capacitação
A ANA realiza capacitações para as entidades que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e para toda a sociedade brasileira. O objetivo dos cursos é estimular a conservação e o uso sustentável da água, além da participação cidadã na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Em 2014, a Agência capacitou mais de 22 mil pessoas. Para 2015, a expectativa é bater este recorde com mais de 33 mil alunos. Saiba mais no Portal da Capacitação da ANA:http://capacitacao.ana.gov.br/Paginas/default.aspx e assista à animação sobre os cursos realizados pela Agência (https://www.youtube.com/watch?v=QY13YFJVL1E&feature=youtu.be).
Mais Informações no site www.ana.gov.br.
(Assessoria de Comunicação Social ANA)
segunda-feira, 13 de abril de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
TERCEIRIZANDO O ENSINO SUPERIOR
Governo pretende terceirizar contratação de professores federais via Organização Social
O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, declarou recentemente, em um debate sobre educação superior, que a Capes, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) pretendem criar uma Organização Social (OS) para contratar docentes para as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Valendo-se da argumentação falaciosa de que o Regime Jurídico Único (RJU) contrata professores “por 30 anos e não manda ninguém embora”, e de que a OS garantiria e facilitaria a contratação de grandes pesquisadores estrangeiros, a Capes propõe, na verdade, a terceirização do trabalho dos professores das Ifes.
Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, critica as declarações do representante da Capes.“Essa proposta agride o processo democrático de seleção de professores por meio de concursos públicos. Também agride a autonomia universitária, pois tira das mãos da universidade o controle do processo de seleção de seus docentes”, ressalta.
Respondendo à afirmação de Jorge Guimarães de que os concursos públicos para professores são “um jogo de cartas marcadas”, Paulo Rizzo defende novamente a autonomia universitária. “Na verdade eles querem, via OS, fazer um jogo de cartas marcadas. Ao invés do concurso com regras claras, definidas por cada instituição, com pontos e bancas definidos pelos colegiados de departamento, com direito de recursos aos candidatos, querem a escolha pela gerência de uma OS. Quem disse que a gerência não será corporativista? Quem escolherá os melhores quadros?”, questiona o presidente do ANDES-SN.
Proposta de Terceirização
A proposta de terceirização veio à tona em um evento recente que contou com a participação de Jorge Guimarães e do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, o Simpósio Internacional sobre Excelência no Ensino Superior promovido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro. Na segunda-feira (22), Guimarães afirmou que Capes, MEC e MCTI estão planejando a criação de uma OS para gerir a contratação de docentes. Segundo o presidente da Capes, os dois ministérios já, inclusive, aprovaram a criação da OS.
"O ministro [da Educação, José Henrique] Paim e o ministro [da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio] Campolina estão nos autorizando a fazer uma organização social para contratar, saindo do modelo clássico que demora e que nem sempre acerta muito", disse Guimarães, segundo matéria publicada pela Agência Brasil. A medida, segundo ele, teve bons resultados no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que é uma OS, e recebe recursos reajustados anualmente para pagar profissionais vindos de fora.
Para Guimarães, a proposta de terceirização pode atrair docentes estrangeiros às universidades brasileiras – o que internacionalizaria as instituições. Guimarães também afirma que os exemplos de autarquias que abriram mão da contratação de servidores por meio do RJU são positivos, já que o sistema de contratação vigente “não está funcionando”.
Paulo Rizzo aponta que o presidente da Capes parece “esquecer” que a contratação de professores estrangeiros já é, além de constitucional, fato comum e corriqueiro nas universidades federais, tornando desnecessária a criação de uma OS para esse fim. “Na verdade, temos que oferecer uma carreira e uma política salarial atrativas para contratar os docentes, sejam brasileiros ou estrangeiros, por meio do Regime Jurídico Único”, reforça.
*Com informações de Agência Brasil, Jornal da Ciência-SBPC e O Globo.
* Foto: EBC.
Fonte: ANDES-SN
segunda-feira, 23 de março de 2015
Tornando visível as dez principais atividades que integram o exercício da profissão acadêmica de pesquisador/professor
Artigo enviado ao Jornal da Ciência pelo sociólogo Carlos José Saldanha, pesquisador em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz e membro do Comitê de Assessoramento de Ciências Ambientais do CNPq
Em um momento da vida nacional de aceleração da degradação ambiental,
desaceleração econômica intensa, retração do investimento público e
privado, rápida elevação dos juros para além de patamares já
proibitivos, escassez de novos empregos, mudanças nos direitos
trabalhistas e previdenciários e corte de verbas das instituições de
ensino e pesquisa superior (IES), faz-se necessário apresentar para a
sociedade uma síntese das principais atividades de uma categoria de
trabalhador insubstituível no processo de construção do desenvolvimento
sustentável do país, o pesquisador/professor.
Independente do tipo de administração (pública ou privada), de missão
institucional (universidades federais, estaduais e municipais, centros
universitários, institutos, faculdades integradas, faculdades e
escolas), de formação educacional e de titulação dos
pesquisadores/professores, do regime e das condições materiais de
trabalho em suas instituições, bem como dos traços estruturais dos
projetos desenvolvidos (em redes colaborativas, com ou sem plataformas
multiusuários e/ou multi-institucionais…), é possível sintetizar, sem
ser reducionista, o trabalho desenvolvido por homens e mulheres de
ciências e de tecnociências, agrupando em dez suas principais
atividades, a saber:
Primeira: capacitar recursos humanos (dar aulas na
graduação e na pós-graduação, orientar teses, dissertações, monografias e
iniciar jovens ao mundo das ciências e das tecnociências), porque o
governo, a indústria, o comércio e as IES têm demandado cada vez mais
força de trabalho qualificada e especialistas com grau universitário
para poder alavancar a economia nacional.
Segunda: construir, manter e atualizar a
infraestrutura do local de trabalho, que pode ser um laboratório e/ou
uma sala de professor(a)/pesquisador(a) para o desenvolvimento de
projetos de pesquisa e formação de recursos humanos, porque as
tecnologias da informação e comunicação se desenvolvem com tal rapidez
que equipamentos, softwares e redes precisam ser atualizados em intervalos de tempo cada vez mais curto.
Terceira: organizar e gerir bases de dados para as
pesquisas e das pesquisas, diante do número de pessoas nelas envolvidas e
o número de publicações que produzem em velocidade crescente.
Quarta: acompanhar, pari passo, o que fazem
os colegas e/ou laboratórios e/ou instituições concorrentes no
desenvolvimento de temas de interesse restrito de partes selecionadas de
uma disciplina, porque, na prática das ciências e das tecnociências, há
pouco prêmio para a simples duplicação de conhecimentos produzidos e
segundo o que outros produziram: as ciências e a tecnociências, para
crescerem, avançarem na formulação de questões novas de pesquisa e
ampliarem os conhecimentos até então produzidos, fazem-no olhando para a
empiria, apoiadas nos ombros dos(as) colegas vivos(as) e mortos(as),
nunca ficando sentadas e descansando sobre esses ombros, por mais
reconfortantes que sejam.
Quinta: atender às demandas dos setores da
administração e da gestão da pesquisa e do ensino e enfrentar a
morosidade de processos de compra e/ou liberação alfandegária de insumos
básicos das atividades de P&D, o que gera perda de insumos e
atrasos nos cronogramas dos projetos e colaborações nacionais e
internacionais, obrigando o(a) pesquisador(a) a se envolver diretamente
em tarefas burocráticas de compras públicas alheias a sua formação
educacional com vistas a encontrar soluções que viabilizem o processo de
produção de conhecimentos científicos robustos e sua permanência no
competitivo mundo internacional das ciências e das tecnociências.
Sexta: organizar e/ou participar de eventos técnico
científicos, divulgando o conhecimento produzido e atualizando suas
informações sobre o que outros(as) pesquisadores(as) e grupos de
pesquisa estão fazendo sobre o(s) seu(s) tema(s) de pesquisa(s).
Sétima: produzir e publicar artigos científicos,
capítulos de livros, trabalhos em anais, relatórios de pesquisa, manuais
técnicos, organizar livros e números temáticos em revistas, porque
um(a) pesquisador(a) improdutivo(a) não é bem-aceito(a) pelos pares e
pelas agências de fomento.
Oitava: fazer divulgação científica, por meio da
redação de textos escritos em uma linguagem acessível ao grande público,
através de publicações de cunho popular, do tipo que é vendido em
bancas de jornais a fim de tornar sua pesquisa conhecida, fora do âmbito
acadêmico, contribuindo para o cumprimento de uma das grandes promessas
da democracia contemporânea: a educação para a cidadania, apoiada em
políticas públicas saudáveis no âmbito local, capazes de promover o
bem-estar dos cidadãos e lhes dar o instrumental educacional para
transformá-los em agentes ativos do processo político e da gestão
ambiental, em prol de uma sociedade sustentável.
Nona: participar de processos de avaliação ad hoc de
projetos de pedido de financiamento a agências de fomento e formação
pós-graduada, obriga- tório para quem tem bolsa de produtividade em
pesquisa do CNPq, e de artigos científicos de revistas e livros de
editoras em que fazem parte do comitê editorial ou são convidados para
tal.
Décima: participar de reuniões colegiadas de
instâncias de gestão e/ou administração da pesquisa científica para não
ficar à margem do processo decisório da política científica local e
arcar com as consequências negativas de decisões tomadas por terceiros
que incidem sobre o andamento e a realização de suas pesquisas.
Quase todas essas dez atividades precisam ser desenvolvidas com base
na integridade ética da pesquisa e do ensino segundo as diretrizes
estabelecidas pelas IES e/ou pelas agências de fomento nacionais e
internacionais, com a instituição local de comitês de ética na pesquisa
observando a adoção ou não dessa prática na metodologia dos projetos de
pesquisa.
Através das atividades desses profissionais, fauna, flora, clima,
solo, subsolo, composição físico-química das águas, população humana e
não humana, economia etc., tornaram-se mais visíveis com os
pesquisadores fixando o foco de suas narrativas na leitura de resultados
alfanuméricos alcançados. É o nosso olhar instrumentalizado – para
tornar translúcidos os elementos e suas inter-relações que configuram a
dinâmica dos modos de existência de todos os entes que percebemos como
sendo a natureza – que tem aguçado a nossa consciência da situação em
que se encontra a vida na sociedade brasileira e na Terra. Mulheres e
homens de ciências e de tecnociências que veem narrando as
transformações da sociedade brasileira e da Terra, com base em uma
cultura epistêmica transnacionalizada, agem de forma pró-ativa, e em
número crescente, ao participarem do debate público que se dá em um
conjunto descentrado, plural e complexo de conversações sobrepostas,
ocorrendo em múltiplos e divergentes lugares. As ciências e as
tecnociências têm contribuído para a realização da importante missão da
democracia diante das formas contemporâneas de degradação ambiental:
desenhar instituições que capacitem os cidadãos não apenas a se
engajarem ativamente, de forma individual e/ou associativa, em questões
que afetam suas vidas mas, também, a fazerem julgamentos verossímeis
sobre quando e como se manterem combativos ou passivos.
Referência bibliográfica:
MACHADO, C.J.S. Desenvolvimento sustentável para o Antropoceno: um olhar panorâmico. Rio de Janeiro: E-papers, 2014
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