A assessoria de comunicação da Fafidam acaba de lançar o blog da FAFIDAM (http://www.fafidam-uece.blogspot.com/ ). A iniciativa coordenada pelo prof. Chiquinho (História) visa aproximar a comunidade acadêmica e servir de veículo de informação, conhecimento e cultura para a população do Vale do Jaguaribe.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
DICA DE LEITURA - Dossiê do IEA/USP traz abordagem teórica das questões socioambientais

No dia 12 de maio, foi lançado o nº 68 da revista "Estudos Avançados" (jan.-abr./2010), que traz o dossiê "Teorias Socioambientais". Alfredo Bosi, editor da revista, destaca que a edição retoma e aprofunda problemas relativos a situações críticas verificadas em território brasileiro, "mas o que diferencia o presente dossiê dos seus similares é a ênfase no tratamento teórico das questões socioambientais".
A concepção e a montagem do dossiê contaram com colaboração de Wagner Costa Ribeiro, coordenador do Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do IEA e professor do Departamento de Geografia da FFLC-USP. Parte do conjunto de textos é dedicada à gestão e aos estudos ambientais. Eleonora Trajano, do Instituto de Biociências (IB) da USP, participou da definição dessa parte. (Veja o sumário da edição abaixo.)
A edição é dedicada o geógrafo Aziz Ab'Sáber, professor emérito da FFLCH-USP e professor honorário do IEA, "inspirador constante da diretriz ambientalista do Instituto", de acordo com Bosi.
CLIQUE NO TÍTULO PARA ACESSO ON LINE A REVISTA
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Professor alerta para riscos da "matriz economicista"

O geógrafo Jeovah Meireles, da UFC, cita a priorização dos grandes projetos, em detrimento de preocupações ambientais e sociais. Já economista do Ipece lista alguns gargalos do Estado.
OPOVO 31/05/10
OPOVO 31/05/10
Giselle Dutra
Apesar de todas as expectativas em torno do crescimento econômico do Ceará, acima dos índices nacionais, o Estado ainda precisa resolver alguns entraves para o desenvolvimento, como indicadores sociais em desvantagem, pouca qualificação da mão-de-obra, além de processos burocráticos que emperram o andamento de projetos. O mais preocupante, no entanto, é a de adequar esse processo ao meio ambiente & pois as consequências podem ser irreversíveis.
Para o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor em Geografia pela Universidade de Barcelona, Jeovah Meireles, a atual matriz do desenvolvimento do Estado - associado a licenciamentos de grandes empreendimentos e resorts, campos de golfe, usinas eólicas, complexo portuário do Pecém & estão fundamentalmente associados a uma ``matriz economicista".
Meireles critica o fato de não se levar em conta, muitas vezes, as consequências ambientais, sociais, ecológicas, simbólicas e históricas. ``Sem levar em conta as comunidades locais``.
O professor aponta que a apropriação da zona costeira, o tipo de indústria do Ceará, que utiliza energia a carvão, a carcinicultura, vão gerar sérios danos ambientais ao Ceará nos próximos dez anos. ``A intervenção, da forma que está sendo feita com a carcinicultura no manguezal, está degradando a produtividade pesqueira nos nossos mares``, afirma.
O especialista também cita como desastrosos para o meio ambiente a artificialização da planície costeira para os resorts e para as usinas eólicas.
"Nós propomos que sejam realizados estudos mais profundos para se definir alternativas vocacionais. Queremos colocar que, ao invés de ser resort na duna, que seja resort de duna, que se coloque campo de golfe em outro lugar".
Quanto ao agronegócio, o especialista da UFC defende a pequena agricultura sem agrotóxico & ao contrário do que se coloca atualmente, segundo afirma. "Não se sabe o volume de agrotóxicos lançados no lençol freático``.
Para o professor de Geografia, a discussão não deve recair apenas no emprego e renda. ``Foram gerados quantos empregos no complexo do Pecém? 1.500. Muitas vezes nem utiliza a mão-de-obra local``.
Quanto às usinas de energia eólica, o tabuleiro pré-litorâneo seria menos degradante do que as dunas, para a instalação das usinas.
Tudo isso, alega, prejudica até o turismo. "Porque nós vamos ter praias degredadas. Quem vai querer visitar praias completamente artificializadas?", questionou.
P0NTOS FRACOS
A economista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Eloisa Bezerra, enumerou as limitações que segundo ela o Ceará ainda enfrenta:
1 > ÍNDICES SOCIAIS
A economia cearense vem crescendo acima da média nacional, mas o Estado ainda tem indicadores sociais em desvantagem, como número de pessoas na condição de pobre e de extrema pobreza, entre outros
2 >BUROCRACIA
Não há leis objetivas, o que torna o processo burocrático. Isso emperra e dificulta a implementação de projetos e programas
3 > POUCA QUALIFICAÇÃO
A qualificação da mão-de-obra, cearense ainda é precária, para atender a projetos mais dinâmicos e serviços mais especializados
4 > BAIXOS SALÁRIOS
Com uma indústria predominantemente tradicional, a mão-de-obra é mais intensiva, com uma das mais baixas médias salariais do Nordeste e do Brasil.
5 > INFRAESTRUTURA
O Estado dispõe de infra-estrutura aquém da necessidade, em praticamente todos os setores: estradas, aeroportos, portos, comunicação, energia e água
6 > AGILIDADE
Falta agilidade nas decisões (pública e privada) de captação e implementação de novos empreendimentos
7 > VISÃO DE LONGO PRAZO
Necessidade de visão de desenvolvimento para além dos mandatos eletivos. Ou seja, esforços para lançar bases para resultados no longo prazo
8 > EDUCAÇÃO
Perceber a educação básica e profissional como pré-requisitos do desenvolvimento nas próximas décadas
9 >PARTICIPAÇÃO SOCIAL
É preciso mais participação da sociedade nas decisões e nas construções de idéias dos governos, atravésde entidades de classe e ONGs, por exemplo.
Fonte: Ipece
domingo, 30 de maio de 2010
ALIMENTOS CONTAMINADOS

Os venenos usados para combater pragas nas plantações podem provocar sérios problemas de saúde
Limoeiro do Norte Os principais órgãos que tratam da saúde humana e da regulação do uso do meio ambiente estão em consenso que, no Estado do Ceará, a utilização abusiva de agrotóxicos está causando prejuízos à saúde. As divergências referem-se às causas das contaminações, mas todos concordam sobre os problemas que os venenos altamente tóxicos podem causar no ser humano - de uma simples dor de cabeça até alterações genéticas e tumores malignos. Atualmente, o câncer é a segunda causa de morte no Ceará e também está relacionado com esses venenos.
Atrasado no processo de controle do uso de agrotóxicos, o Ceará dá o mau exemplo de, mesmo sendo um dos maiores produtores de frutas do País, não estar capacitado para analisar resíduos de agrotóxicos nos alimentos que o cearense consome. Há pelo menos quatro anos os laboratórios públicos dizem estar se adaptando para tal atividade. Mas 17 anos após a criação da legislação estadual sobre o tema, os principais organismos têm apenas argumentos para repartir responsabilidades.
Foi somente com análise de três Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), nos Estados do Paraná, Goiás e Minas Gerais, que se averiguou o excesso de veneno em 17 dos 20 tipos de frutas, legumes e hortaliças que o cearense mais consome, conforme reportagem exclusiva no Caderno Regional no dia 15 de maio de 2010. A pesquisa ainda não foi divulgada oficialmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Secretaria da Saúde do Estado, (Sesa), órgãos que solicitaram o levantamento. Mas foi a divulgação antecipada por este jornal que deu mais elementos à série de discussões ocorridas durante este mês no Estado para tratar da política de uso de defensivos agrícolas. "Estou vendo que é mais fácil erradicar a febre aftosa do que acabar com o uso indiscriminado de agrotóxico no Ceará", afirmou o superintendente da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), Edilson de Castro.
Em janeiro de 2009, a União Europeia proibiu a pulverização aérea de veneno nas áreas agrícolas, por reconhecer os riscos à população e ao meio ambiente, e, em maio de 2010, a Câmara Municipal de Limoeiro do Norte - onde no ano passado a média foi de uma morte por câncer a cada oito dias - revogou a lei que já havia sancionado e voltou a permitir a pulverização aérea. A medida se deu no mesmo período da divulgação das principais pesquisas envolvendo contaminação da água, do solo e do homem por venenos químicos na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte.
No embate questões políticas versus saúde pública, a estratégia dos que defendem o atual modelo de aplicação de defensivos é tentar desqualificar as pesquisas científicas e minimizar o impacto dos agrotóxicos frente o potencial de geração de empregos - em muitos casos a caracterização de subempregos, conforme o próprio Ministério Público do Trabalho (MPT).
Desinformação
Outra medida é apontar a desinformação dos pequenos produtores como principal causa do uso indiscriminado, mesmo diante da constatação de que, aproximadamente, 85% das terras da Chapada do Apodi estão concentradas em médios e grandes produtores, e é lá que se constatou a contaminação, por infiltração no solo, da segunda maior reserva de água subterrânea do Nordeste, o aquífero Jandaíra.
Falta análise
Dois anos atrás, quando o Diário do Nordeste publicou Caderno Especial sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos no Ceará, o Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), questionado sobre a falta de análises sobre a quantidade de resíduos tóxicos nos alimentos, alegou estar em "reforma", aguardando aquisição de equipamentos e necessitando capacitação de pessoal. Em 2010, a situação é semelhante. E a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), também com laboratório de análise de alimentos, justificou estar em processo de modernização, ainda sendo instalados equipamentos de espectometria de massa para a realização de análises de multirresíduos em alimentos e água. Não há previsão para conclusão desse processo, já anunciado há mais de um ano.
O anúncio oficial do maior levantamento já feito em análise de resíduos agrotóxicos em frutas e verduras vendidas no Ceará deve acontecer no mês de junho pela coordenação estadual do Programa de Análise de Agrotóxicos em Alimentos (Para). De 20 tipos de alimentos, 17 estão com venenos acima do permitido ou proibidos por lei. O pimentão foi o campeão de contaminação, seguido de pepino e uva. Todos os alimentos foram colhidos em grandes e pequenos pontos de venda da Grande Fortaleza.
USO INDISCRIMINADO
Audiência debate efeitos de venenos
Limoeiro do Norte Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Ceará realizou audiência pública para discutir os efeitos dos agrotóxicos na saúde da população. Os principais órgãos estaduais, com exceção da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), estiveram reunidos para combater o que já admitem como "uso indiscriminado" de agrotóxico nas lavouras.
Adagri divulgou relatório próprio diagnosticando abuso de veneno. Semace reconheceu a carência de pessoal para fiscalização, Cogerh reafirmou o relatório de contaminação do aquífero por agrotóxicos, especialistas da UFC apresentaram as amostras de água para consumo humano com 100% de contaminação, mas o ciclo de seminários envolvendo as comissões de saúde, do meio ambiente e de agricultura da Assembleia Legislativa nas microrregiões do Estado devem percorrer o ano sem encaminhamentos concretos.
As ações dos agrotóxicos no corpo humano podem causar os mais diversos tipos de doenças, algumas delas silenciosas, fatais, e que até podem ser descobertas somente passados muitos anos, enquanto provocam náuseas, tonturas, dores de cabeça e alergias. A contaminação pode se dar tanto por exposição direta - caso dos trabalhadores rurais ou comunidades atingidas pelas aplicações - ou indireta pelo consumo de alimentos.
Nos anos de 2008 e 2009, pelo menos três trabalhadores do setor de aplicação de veneno de empresa fruticultora em Limoeiro do Norte morreram vítimas de contaminação.
O caso mais emblemático foi o de José Valderi Rodrigues, que perdeu os dedos do pé e depois uma das pernas, vindo a óbito por contaminação bacteriana. Outros casos tiveram sintomas parecidos: tonturas, vômitos, desidratação e, em exame já em estado terminal, diagnóstico de redução das plaquetas no sangue.
O aumento dos casos de câncer entre os municípios de Limoeiro e Quixeré, que cercam a Chapada do Apodi, levantou as discussões sobre o potencial cancerígeno dos agrotóxicos daquela região. Entre os anos de 2008 e 2009, 86 pessoas morreram vítimas de neoplasia (câncer) - uma média aproximada de uma morte a cada oito dias. No ano passado, no Estado do Ceará, 5.635 pessoas morreram vítimas de tumores malignos.
Em levantamento realizado no ano passado pela Adagri com 51 produtores da Chapada do Apodi, os técnicos concluíram que todos utilizam produtos agrotóxicos para combater as pragas. Foi levantado que 94% não devolvem as embalagens vazias, 63% não sabem o período de carência e, um dado grave, 75% adquirem o veneno sem receituário agronômico, obrigatório por lei para os elementos muito tóxicos. C
Análise
17 frutas, legumes e hortaliças cearenses contaminados com excesso de veneno de um total de 20 tipos. Este foi o resultado da análise de três Lacen, do Paraná, Goiás e Minas Gerais
MAIS INFORMAÇÕES
Fundação Oswaldo Cruz
www.fiocruz.br
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br
Melquíades júnior [DN REGIONAL,30/05/10]
Colaborador
Limoeiro do Norte Os principais órgãos que tratam da saúde humana e da regulação do uso do meio ambiente estão em consenso que, no Estado do Ceará, a utilização abusiva de agrotóxicos está causando prejuízos à saúde. As divergências referem-se às causas das contaminações, mas todos concordam sobre os problemas que os venenos altamente tóxicos podem causar no ser humano - de uma simples dor de cabeça até alterações genéticas e tumores malignos. Atualmente, o câncer é a segunda causa de morte no Ceará e também está relacionado com esses venenos.
Atrasado no processo de controle do uso de agrotóxicos, o Ceará dá o mau exemplo de, mesmo sendo um dos maiores produtores de frutas do País, não estar capacitado para analisar resíduos de agrotóxicos nos alimentos que o cearense consome. Há pelo menos quatro anos os laboratórios públicos dizem estar se adaptando para tal atividade. Mas 17 anos após a criação da legislação estadual sobre o tema, os principais organismos têm apenas argumentos para repartir responsabilidades.
Foi somente com análise de três Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), nos Estados do Paraná, Goiás e Minas Gerais, que se averiguou o excesso de veneno em 17 dos 20 tipos de frutas, legumes e hortaliças que o cearense mais consome, conforme reportagem exclusiva no Caderno Regional no dia 15 de maio de 2010. A pesquisa ainda não foi divulgada oficialmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Secretaria da Saúde do Estado, (Sesa), órgãos que solicitaram o levantamento. Mas foi a divulgação antecipada por este jornal que deu mais elementos à série de discussões ocorridas durante este mês no Estado para tratar da política de uso de defensivos agrícolas. "Estou vendo que é mais fácil erradicar a febre aftosa do que acabar com o uso indiscriminado de agrotóxico no Ceará", afirmou o superintendente da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), Edilson de Castro.
Em janeiro de 2009, a União Europeia proibiu a pulverização aérea de veneno nas áreas agrícolas, por reconhecer os riscos à população e ao meio ambiente, e, em maio de 2010, a Câmara Municipal de Limoeiro do Norte - onde no ano passado a média foi de uma morte por câncer a cada oito dias - revogou a lei que já havia sancionado e voltou a permitir a pulverização aérea. A medida se deu no mesmo período da divulgação das principais pesquisas envolvendo contaminação da água, do solo e do homem por venenos químicos na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte.
No embate questões políticas versus saúde pública, a estratégia dos que defendem o atual modelo de aplicação de defensivos é tentar desqualificar as pesquisas científicas e minimizar o impacto dos agrotóxicos frente o potencial de geração de empregos - em muitos casos a caracterização de subempregos, conforme o próprio Ministério Público do Trabalho (MPT).
Desinformação
Outra medida é apontar a desinformação dos pequenos produtores como principal causa do uso indiscriminado, mesmo diante da constatação de que, aproximadamente, 85% das terras da Chapada do Apodi estão concentradas em médios e grandes produtores, e é lá que se constatou a contaminação, por infiltração no solo, da segunda maior reserva de água subterrânea do Nordeste, o aquífero Jandaíra.
Falta análise
Dois anos atrás, quando o Diário do Nordeste publicou Caderno Especial sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos no Ceará, o Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), questionado sobre a falta de análises sobre a quantidade de resíduos tóxicos nos alimentos, alegou estar em "reforma", aguardando aquisição de equipamentos e necessitando capacitação de pessoal. Em 2010, a situação é semelhante. E a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), também com laboratório de análise de alimentos, justificou estar em processo de modernização, ainda sendo instalados equipamentos de espectometria de massa para a realização de análises de multirresíduos em alimentos e água. Não há previsão para conclusão desse processo, já anunciado há mais de um ano.
O anúncio oficial do maior levantamento já feito em análise de resíduos agrotóxicos em frutas e verduras vendidas no Ceará deve acontecer no mês de junho pela coordenação estadual do Programa de Análise de Agrotóxicos em Alimentos (Para). De 20 tipos de alimentos, 17 estão com venenos acima do permitido ou proibidos por lei. O pimentão foi o campeão de contaminação, seguido de pepino e uva. Todos os alimentos foram colhidos em grandes e pequenos pontos de venda da Grande Fortaleza.
USO INDISCRIMINADO
Audiência debate efeitos de venenos
Limoeiro do Norte Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Ceará realizou audiência pública para discutir os efeitos dos agrotóxicos na saúde da população. Os principais órgãos estaduais, com exceção da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), estiveram reunidos para combater o que já admitem como "uso indiscriminado" de agrotóxico nas lavouras.
Adagri divulgou relatório próprio diagnosticando abuso de veneno. Semace reconheceu a carência de pessoal para fiscalização, Cogerh reafirmou o relatório de contaminação do aquífero por agrotóxicos, especialistas da UFC apresentaram as amostras de água para consumo humano com 100% de contaminação, mas o ciclo de seminários envolvendo as comissões de saúde, do meio ambiente e de agricultura da Assembleia Legislativa nas microrregiões do Estado devem percorrer o ano sem encaminhamentos concretos.
As ações dos agrotóxicos no corpo humano podem causar os mais diversos tipos de doenças, algumas delas silenciosas, fatais, e que até podem ser descobertas somente passados muitos anos, enquanto provocam náuseas, tonturas, dores de cabeça e alergias. A contaminação pode se dar tanto por exposição direta - caso dos trabalhadores rurais ou comunidades atingidas pelas aplicações - ou indireta pelo consumo de alimentos.
Nos anos de 2008 e 2009, pelo menos três trabalhadores do setor de aplicação de veneno de empresa fruticultora em Limoeiro do Norte morreram vítimas de contaminação.
O caso mais emblemático foi o de José Valderi Rodrigues, que perdeu os dedos do pé e depois uma das pernas, vindo a óbito por contaminação bacteriana. Outros casos tiveram sintomas parecidos: tonturas, vômitos, desidratação e, em exame já em estado terminal, diagnóstico de redução das plaquetas no sangue.
O aumento dos casos de câncer entre os municípios de Limoeiro e Quixeré, que cercam a Chapada do Apodi, levantou as discussões sobre o potencial cancerígeno dos agrotóxicos daquela região. Entre os anos de 2008 e 2009, 86 pessoas morreram vítimas de neoplasia (câncer) - uma média aproximada de uma morte a cada oito dias. No ano passado, no Estado do Ceará, 5.635 pessoas morreram vítimas de tumores malignos.
Em levantamento realizado no ano passado pela Adagri com 51 produtores da Chapada do Apodi, os técnicos concluíram que todos utilizam produtos agrotóxicos para combater as pragas. Foi levantado que 94% não devolvem as embalagens vazias, 63% não sabem o período de carência e, um dado grave, 75% adquirem o veneno sem receituário agronômico, obrigatório por lei para os elementos muito tóxicos. C
Análise
17 frutas, legumes e hortaliças cearenses contaminados com excesso de veneno de um total de 20 tipos. Este foi o resultado da análise de três Lacen, do Paraná, Goiás e Minas Gerais
MAIS INFORMAÇÕES
Fundação Oswaldo Cruz
www.fiocruz.br
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br
Melquíades júnior [DN REGIONAL,30/05/10]
Colaborador
segunda-feira, 24 de maio de 2010
SENTIDOS DA GEOGRAFIA ESCOLAR

CONFERÊNCIA EM COMEMORAÇÃO AO DIA DO GEÓGRAFO E LANÇAMENTO DO LIVRO DA COLEÇÃO ESTUDOS GEOGRÁFICOS - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA-UFC
DIA 26 DE MAIO, ÀS 19H00
AUDITÓRIO DA FAFIDAM
Sentidos da Geografia Escolar, de autoria do Prof. Christian D. M. de Oliveira aborda a ampliação científica necessária ao desenvolvimento do Ensino Básico de Geografia, a fim de instrumentalizá-lo no enfrentamento dos desafios de aprendizagem do mundo contemporâneo. Notadamente os desafios de linguagem, de conceituação e articulação dos diversos saberes geográficos, internos e externos à sala de aula. Tomando por base os fundamentos teóricos da fenomenologia existencial, o Professor Christian de Oliveira diferentes caminhos para a construção de um projeto de ensino-pesquisa coerente com a formação da espacialidade do estudante. Corresponde assim à reorganização de trabalhos como metáforas pedagógicas da captura dos sentidos corpóreos em sua busca de conhecimento. Faz, portanto, uma correlação das potencialidades temáticas e operacionais da geografia escolar, associando-as aos 5 Sentidos : CONSTITUINTE: O TATO; DE SUSTENTAÇÃO: O PALADAR; CONTEMPLATIVO: O OLFATO; DA ALTERIDADE E IDENTIDADE: A AUDIÇÃO; DA DIALOGICIDADE: A VISÃO. O trabalho, entretanto, deixa em aberto a necessidade interativa da Geografia Escolar, por intermédio de sua prática docente mais qualificada, em proporcionar uma constante busca de sextos sentidos. Sentidos esses vinculados a imaginação criadora de novos sujeitos geográficos porvir.
DIA 26 DE MAIO, ÀS 19H00
AUDITÓRIO DA FAFIDAM
Sentidos da Geografia Escolar, de autoria do Prof. Christian D. M. de Oliveira aborda a ampliação científica necessária ao desenvolvimento do Ensino Básico de Geografia, a fim de instrumentalizá-lo no enfrentamento dos desafios de aprendizagem do mundo contemporâneo. Notadamente os desafios de linguagem, de conceituação e articulação dos diversos saberes geográficos, internos e externos à sala de aula. Tomando por base os fundamentos teóricos da fenomenologia existencial, o Professor Christian de Oliveira diferentes caminhos para a construção de um projeto de ensino-pesquisa coerente com a formação da espacialidade do estudante. Corresponde assim à reorganização de trabalhos como metáforas pedagógicas da captura dos sentidos corpóreos em sua busca de conhecimento. Faz, portanto, uma correlação das potencialidades temáticas e operacionais da geografia escolar, associando-as aos 5 Sentidos : CONSTITUINTE: O TATO; DE SUSTENTAÇÃO: O PALADAR; CONTEMPLATIVO: O OLFATO; DA ALTERIDADE E IDENTIDADE: A AUDIÇÃO; DA DIALOGICIDADE: A VISÃO. O trabalho, entretanto, deixa em aberto a necessidade interativa da Geografia Escolar, por intermédio de sua prática docente mais qualificada, em proporcionar uma constante busca de sextos sentidos. Sentidos esses vinculados a imaginação criadora de novos sujeitos geográficos porvir.
domingo, 23 de maio de 2010
Ex-aluno da Fafidam é destaque em quadro do Fantástico

O ex-aluno do curso de ciências da FAFIDAM, João Filho Nogueira, hoje, Luma Andrade foi personagem do quadro "O Curioso" com Lázaro Ramos no programa dominical Fantástico (TV Globo). Luma que já havia ilustrado reportagens da Folha de São Paulo é a primeira doutoranda travesti do Brasil. Servidora pública de reconhecida competência, Luma venceu o preconceito arraigado do interior nordestino e que invade inclusive o ambiente escolar e a universidade. O quadro apresentando por Lázaro Ramos contribuiu para desmitificar os esteriótipos atribuídos as pessoas diferentes do padrões sociais esperado. Segundo o Prof. Sérgio Pinheiro (Geografia), Luma foi aluna de notória dedicação e inteligência, "não surprende seu desempenho profissional e acadêmico". Fica o exemplo digno de nota. Clique no título para ver o quadro do Fantástico.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Vice-Governador é pressionado em evento relâmpago na FAFIDAM

O vice-governador Prof. Pinheiro foi pressionado por estudantes e professores da Fafidam na última quarta-feira(19), quando participava de um evento no auditório da faculdade. O evento, realizado sem comunicação prévia a comunidade universitária, se deparou providencialmente com um blackout na rede elétrica da faculdade que comprometeu a climatização do auditório. Aproveitando o ensejo, estudantes reivindicaram ao vice, mais atenção as demandas da FAFIDAM. Apesar de reunir-se brevemente com os estudantes e professores, o vice-governador e seu staff não gostou muito do que viu e tergiversou sobre alguns pontos da demandas estudantis, entretanto, prometeu providências mais celeres. É esperar pra ver.
Assinar:
Postagens (Atom)